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Moradores e vereadora cobram reparos nos residenciais Orestinho e Novo Oeste
 
Discussão foi proposta pela vereadora Sirlene


>>03/05/2017

Solicitação de vistoria e reunião com a empreiteira foi encaminhada junto à Caixa Econômica

Apesar da ausência da construtora Brooksfield, responsável pela construção dos residenciais Orestinho e Novo Oeste, a audiência pública realizada na Câmara Municipal de Três Lagoas, na sexta-feira (29), teve como resultado inicial entrega de ampla documentação ao superintendente regional de construção civil da Caixa Econômica Federal, Ubiratan Rebouças Chaves, cobrando imediata vistoria nas unidades habitacionais dos condomínios, os quais apresentam inúmeros problemas de infraestrutura, desde a entrega das chaves.

A documentação foi preparada pelos moradores e pela vereadora Sirlene, proponente da audiência pública. A visita técnica, segundo eles, é essencial para que a CEF responsabilize a construtora Brooksfield pelas péssimas condições em que se encontram boa parte dos apartamentos e pode ser o início de medidas para solucionar a questão. Síndicos presentes na audiência informaram da preocupação de que os reparos sejam iniciados com urgência, pois o prazo para vencimento da garantia da construção termina em poucos meses.

Revolta

Revoltados, emocionados e muito desiludidos, os moradores relataram dramas pessoais e coletivos vividos nos residenciais, desde a entrega das habitações. Problemas nas redes de gás, de água e esgoto, de energia elétrica, vazamentos, falta de projetos disponíveis aos condomínios, entupimento de esgoto e mau cheiro recorrente, vidros comuns ao invés de vidro temperado, falta de equipamentos e de brigada de incêndio, rachaduras, infiltrações, incapacidade de tensão para equipamentos de ar condicionado, alambrados frágeis e danificados, falta de materiais de acabamento, iluminação pública precária e falta de equipamentos de lazer e esportes.

Além da entrega dos documentos, foi reivindicada a realização de uma reunião com a construtora e síndicos para esclarecimentos de divergências de informações, já que, segundo o superintendente, a empresa tem informado a realização de reparos que não ocorreram, de acordo com os mutuários. A vereadora Sirlene ainda solicitou que a CEF agilize a ocupação de apartamentos que nunca foram habitados, sobretudo porque a fila da casa próprio no município ainda é grande.

Durante a audiência, o gerente regional da CEF informou aos moradores que eles precisam notificar a instituição por meio do serviço “De Olho na Qualidade”, pelo telefone 0800-721- 6268 para dar início a qualquer processo de atendimento local, quanto aos reparos e à falta de qualidade nos apartamentos. A CEF foi a financiadora das moradias, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Além de relatarem os problemas de infraestrutura, moradores e síndicos reclamaram de questões sociais, comportamentais e de segurança nos residenciais, motivos pelos quais solicitaram maior intervenção do poder público, seja colocando policiamento nos locais ou implantando projetos para mudança cultural entre moradores.

Busca de solução

Considerada corajosa por encampar a questão que já se arrasta há mais de três anos, a vereadora Sirlene garantiu que, todos juntos, vão encontrar uma forma de garantir moradia digna. “Temos fé que vamos conquistar os resultados esperados”, afirmou. O vice-prefeito, Paulo Salomão, presente na audiência, parabenizou a vereadora. “A parceria entre a prefeitura e a Câmara para resolver os problemas que afligem a cidade mostra uma forma correta de atuar, com muita responsabilidade”, disse.

O presidente da Câmara, André Bittencourt também esteve presente e falou sobre a atuação do Legislativo, por meio de seus vereadores. “Esta audiência é uma das formas de o Legislativo ir de encontro ao problema, para resolvê-lo ou direcionar para o caminho certo. Sabemos que a questão nos residenciais não será resolvida do dia para a noite, mas temos que começar. A vereadora Sirlene, assim como outros vereadores, estão dispostos a brigar pela resolução”, garantiu.

O representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Nivaldo da Costa Moreira, de disse “abismado” com as imagens que viu por meio de um vídeo exibido no evento. Ele apontou três sugestões aos moradores: que a empreiteira assuma os “erros graves” e os corrija; que a prefeitura e outras autoridades se organizem para pressionar a empresa a resolver ou que os moradores movam processos judiciais contra a empresa, o mais rápido possível.

Diversos síndicos usaram a palavra para explicar os problemas existentes e expressar a indignação pela falta de solução, até agora. Nádia Aparecida, síndica do condomínio Tuiuiú, foi uma das mais enfáticas: “Nossa situação é triste, com famílias dentro de seus lares, vivendo em situação indigna de moradia. Não suportamos mais os problemas estruturais e sociais. São situações que não desejamos para ninguém. Não tenho acreditado mais na mudança. Ninguém merece viver assim, de forma desumana. Não fomos preparados para viver assim”, desabafou.

Também acompanharam a audiência pública o sargento Jéferson Barbosa, representando o Batalhão de Polícia Militar, Rita de Cássia Vandrimi Push de Souza, da Defensoria Pública, Otávio Delgado, gerente da CEF em Três Lagoas, Rosemani Custódio, Ivani Macedo e Sônia Regina Góes, do Departamento de Habitação da prefeitura, o segundo-tenente Pedroso, do Corpo de Bombeiros, e o procurador jurídico da prefeitura, Luiz Henrique Gusmão.

Resultado

Na análise da vereadora Sirlene, a audiência teria sido melhor se a empresa tivesse mandado representante para discutir a situação, diretamente com os proprietários e autoridades. No entanto, ela avalia que foi altamente positiva, principalmente porque a CEF se comprometeu a promover nova reunião, com todos os envolvidos, para esclarecimentos, responsabilizações e busca de entendimento para as soluções.



 
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